Sobre
O artista caminha entre extremos antitéticos como o mole e o duro, como é o caso desta “rocha que dorme”. Apenas lhe basta insinuar umas leves fendas na pedra granítica, que arremedam pálpebras descaídas e umas esquemáticas narinas, para transformar a pedra dura num ser flácido que necessita proteção no seu indolente sono. No entanto, a característica mais importante desta obra é o forte conteúdo irónico do macaco que vigia o sono desde a sua guarita.
É o macaco sentinela, o protagonista da obra, não dando ouvidos ao barulho mundano que decorre na praça, não ouvindo as vãs lamentações das misérias quotidianas, propondo-nos uma nota de humor irónico para ultrapassar os agravos diários, olhando a vida desde a sua atalaia da arte e, fechando o ciclo, se torna e nos faz artistas, a todos nós que a contemplamos.
Mapa
Desculpe, nenhum registro foi encontrado. Por favor, ajuste os critérios de pesquisa e tente novamente.
Desculpe, não foi possível carregar a API de Mapas.









